O meu olhar vago, absorto
Corre a avenida sombria
Onde passos apressados caminham
Ignorando o nevoeiro que me cobre
Envolvendo-me junto com a cidade
Passos errantes, murmúrios
Latas de cerveja vazias
Pombos cobrem as árvores
Alheios ao burburinho como eu
Subo a gola do sobretudo
Tão negra como a noite
Fica o eco dos meus passos
Tão distantes como eu
Procuro na noite, ao abrigo da Lua
A tua silhueta, em qualquer lugar
Julgo ver o teu vulto amado
Mas sou só eu… e a solidão que me acompanha
É um lugar cinzento… como este momento!
Divano